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Resenha de série? Tem sim, senhor!

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    Olá, queridos leitores. Sei que demorei para atualizar, mas estou de volta. E volto com uma resenha de uma série da Netflix, porque fazia 84 anos que eu não assistia um seriado (o último que assisti foi Black Mirror).                                                   A série da qual falo se chama Perdidos no Espaço. O nome soa familiar? Sim, talvez? É porque é uma remake da série de 1965, criada pelo Mestre do Desastre, Irwin Allen. Se você nunca ouviu falar, nunca nem viu, tudo bem, eu explico mais ou menos como é essa história: na série original, era o ano de 1997 e os seres humanos já estavam prontos para colonizar um exoplaneta, em Alfa Centauri. A família pioneira, os Robinsons, é treinada para colonizar esse planeta (por que essas famílias dessas séries dos anos 60 têm esses sobrenomes? Robinsons, Jetsons, Flintstones... ) Entretanto,...

Resenha #8: Dias de Ira

      Ok, como começar essa resenha? Acho que primeiramente devo dizer que tive que ler esse livro para a matéria de Oficina de Texto - aparentemente é um clássico do jornalismo investigativo. Não foi uma leitura chata, pelo contrário, foi desafiante. Não um desafiante cansativo, mas um desafiante intrigante.       Desafiante porque foi a primeira vez que li um livro não-fictício sobre assassinatos. Uma coisa é ler Sherlock Holmes e os livros da Agatha Christie, outra é ler detalhadamente as cenas mais grotescas que se pode imaginar e saber que tudo isso foi verídico, e que muitos dos personagens envolvidos nas investigações e nas notícias acerca dos crimes ainda estão vivos.       O autor, Roldão Arruda, é atualmente repórter da editoria de política do Estadão. Dias de Ira foi publicado em 2001, se não me engano, oito anos após a "conclusão" dos fatos da trama. Tá , agora que o caminho está preparado, posso falar sobre a obra.   ...

Fotografia de rua?

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Vivian Maier, a fotógrafa que me inspirou a documentar meu cotidiano.     Faz pouco mais de um ano que eu comecei a me interessar por esse ramo da fotografia. Sem querer, no Pinterest, comecei a fuçar umas pastas da Vivian Maier e fiquei vislumbrada pelas imagens que ela tirava (a história dela também é muito interessante). Aos poucos, fui conhecendo os nomes mais conhecidos da fotografia de rua, como Cartier-Bresson, Jacques Henri Lartigue, Helen Levitt, Diane Arbus, Robert Doisneau e Susan Meiselas. A idade de ouro da fotografia de rua e do fotojornalismo foi, sem sombra de dúvida, entre 1930 e 1970. A Segunda Guerra Mundial e a inexistência das  stock photos corroboraram para o surgimento de câmeras portáteis e leves, além de profissionais que atendessem à demanda dos jornais. Foto de Alice Brill       Mas eu não achei nenhum fotógrafo de rua brasileiro, ou pelo menos latino-americano, daquela época. O mais próximo que chegue...

Resenha #7: O Brasil Como Problema

Demorei, mas cheguei com uma resenha fresquinha! Hoje escreverei a respeito de um livro que eu já queria ler desde a metade do ano passado, mas que tinha preguiça de comprar/pegar na biblioteca. Quando fiquei sabendo que a editora da UnB estava em promoção (muitos livros, incluindo esse, por 10 reais), soube que a hora havia chegado . O livro é pequeno - talvez por ser um ensaio. A minha edição tem 106 páginas (sendo que o ensaio de fato começa na p.23). Li tudo em cerca de duas horas.  Darcy Ribeiro escreveu O Brasil Como Problema em 1995 e, infelizmente, tudo o que é tratado no livro ainda é muito atual. O primeiro capítulo leva o mesmo título do livro. " Ao longo dos séculos, vimos atribuindo o atraso do Brasil e a penúria dos brasileiros a falsas causas naturais e históricas, umas e outras imutáveis. Entre elas, fala-se dos inconvenientes do clima tropical, ignorando-se suas evidentes vantagens. " Aí ele faz referência ao clima e ao povo. " Também se fala da...

Passeio Fotográfico

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    Como ainda não consegui terminar a minha próxima resenha, decidi fazer uma postagem diferente -  quer dizer, nem tanto. Se você é de Brasília (ou das "Cidades Satélites"), provavelmente adora turistar pelo centro da cidade. É um consenso: todo brasiliense ama Brasília e sua respectiva beleza.     Ontem fiz um passeio pela Torre de TV, um dos meus pontos turísticos preferidos, e aproveitei também para fotografar. Foi uma pena que não consegui desativar o HDR da câmera. As fotos saíram todas com esse contorno bem grosseiro que eu detesto. Mesmo assim, irei compartilhar algumas das imagens. Com essas fotos eu encerro essa postagem e desejo à todos uma feliz páscoa!

De volta aos anos 60?

Há uma semana parei para pensar em quão confusas as coisas andam desde o final de fevereiro. Confesso que a empolgação da minha vida pessoal neste início de ano me desviou um pouco dos assuntos externos, mas sinto que não posso mais me abster de opinar acerca dos acontecimentos recentes. Em Brasília, desde a assinatura que assentiu a intervenção militar no Rio de Janeiro, tenho visto nas paradas de ônibus o carimbo "1964 is back". Demorou mais do que duas semanas para que eu realmente entendesse a dimensão dessa decisão.  Foi na quinta-feira passada. Eu tinha acabado de entrar na sala de aula quando recebi, no celular, uma notificação de um app de notícias, a qual dizia respeito a vereadora Marielle Franco. Eu nunca tinha ouvido falar dela. Creio que quase nenhum de nós, não-cariocas, sabíamos quem ela era e o que ela reivindicava. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade onde só conhecemos uma pessoa quando ela morre. É triste, mas é verdade. Comovida com aquele assass...

Resenha #6: Laranja Mecânica

                                            (AVISO: ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS)                                                            A resenha de hoje é a respeito de um dos livros mais famosos do século XX, que ficou ainda mais conhecido após a adaptação para o cinema feita por Stanley Kubrick: Laranja Mecânica, escrito pelo inglês Anthony Burgess e publicado em 1962. Desde os meus 12 anos eu andava interessada em ler a obra, mas graças ao meu pai, que já havia visto o filme, decidi esperar até os 18 para lê-la. A Parte Um me deixou horrorizada, uma vez que só tratava dos atos ultra-mega-hiper-super violentos e do consumo deliberado de drogas pelo jovem Alex, o protagonista, e seus três amigos: Pete, Georgie e Tos...