Postagens

Resenha #9: O Caçador de Pipas

       Olha só quem deveria estar estudando, mas está escrevendo! Hoje venho falar sobre um livro que li mês passado, mas que até agora não tinha tido a disposição de resenhar.        Primeiramente, eu gostaria de admitir que até ver o filme, eu achava que o Caçador de Pipas tinha sido escrito pelo mesmo autor de O Menino do Pijama Listrado, e que falava sobre a mesma temática. Peço desculpas a Khaled Hosseini e John Boyne por isso.        Eu assisti o filme alguns meses atrás e, como sempre, tive a curiosidade de ler o livro. Quando o meu aniversário chegou, uma prima me deu um livro muito nada a ver comigo e eu decidi trocá-lo por O Caçador de Pipas e A Máquina do Tempo, de HG Wells - que eu ainda não li. Enfim, continuemos.        A história é muito cativante e eu devorei o livro. Enquanto lia, eu lembrava de um texto que li para uma aula em que o autor falava sobre a leveza nos textos. Levez...

Um transcrito

     E se pudéssemos escrever livremente ao fazer comentários de textos acadêmicos? Pensando nisso, resolvi fazer um resumo do texto Memória, Esquecimento, Silêncio, de Michel Pollak, de um jeito descontraído e debochado, com uma linguagem simples de se entender. Obviamente eu não enviei isso para o professor, mas quero compartilhar aqui a introdução que fiz. " Adentramos pois no 3º e último módulo do semestre. Amém. O texto de Michel (não o Temer, mas o Pollock) apresenta a temática do módulo, “Historiadores e seus tempos”, e nada como começar fresquinho no século XX. Tudo o que nos cerca respira a história: a arquitetura, a música, até mesmo a culinária! Hmm… que delícia só de pensar num pão de queijo quentinho! É aí que entra a tradição metodológica de Durkheim, aquele senhorzinho da escola positivista, lá no final do século XIX. Mas o que torna essa tradição metodológica tão importante, meu deus? Bom, ele tratava os fatos sociais como coisas, ou seja, eram ...

Escrever não é (sempre) fácil

 Já já apronto mais uma resenha literária. Enquanto isso, deixo aqui uma pequena reflexão que tive ontem mesmo, ao escrever uma cena de batalha para um romance que estou escrevendo. Escrever        não  é           f á c i l  Escrever não é fácil! Principalmente quando nos deparamos com cenas verídicas ou contextos que precisam de pelo menos um pouco de verossimilhança (como dramas de época, cenas de batalhas, detalhes sobre a natureza), é preciso muita, mais muita pesquisa. Não é só chegar e escrever e pronto, tudo lindo, tudo certo. Não! Escrever é, antes de tudo, elaborar um plano: o que eu quero escrever? Quais os pontos quero abordar? Depois vem o trabalho maçante: pesquisar, e pesquisar pra caramba! Nas minhas histórias (as quais não divulgo na internet), que são literariamente bobinhas e amadoras, eu passo horas em sites, no google acadêmico (procurando pesquisas relacionadas ao que eu quero escrever sobre...

Resenha de série? Tem sim, senhor!

Imagem
    Olá, queridos leitores. Sei que demorei para atualizar, mas estou de volta. E volto com uma resenha de uma série da Netflix, porque fazia 84 anos que eu não assistia um seriado (o último que assisti foi Black Mirror).                                                   A série da qual falo se chama Perdidos no Espaço. O nome soa familiar? Sim, talvez? É porque é uma remake da série de 1965, criada pelo Mestre do Desastre, Irwin Allen. Se você nunca ouviu falar, nunca nem viu, tudo bem, eu explico mais ou menos como é essa história: na série original, era o ano de 1997 e os seres humanos já estavam prontos para colonizar um exoplaneta, em Alfa Centauri. A família pioneira, os Robinsons, é treinada para colonizar esse planeta (por que essas famílias dessas séries dos anos 60 têm esses sobrenomes? Robinsons, Jetsons, Flintstones... ) Entretanto,...

Resenha #8: Dias de Ira

      Ok, como começar essa resenha? Acho que primeiramente devo dizer que tive que ler esse livro para a matéria de Oficina de Texto - aparentemente é um clássico do jornalismo investigativo. Não foi uma leitura chata, pelo contrário, foi desafiante. Não um desafiante cansativo, mas um desafiante intrigante.       Desafiante porque foi a primeira vez que li um livro não-fictício sobre assassinatos. Uma coisa é ler Sherlock Holmes e os livros da Agatha Christie, outra é ler detalhadamente as cenas mais grotescas que se pode imaginar e saber que tudo isso foi verídico, e que muitos dos personagens envolvidos nas investigações e nas notícias acerca dos crimes ainda estão vivos.       O autor, Roldão Arruda, é atualmente repórter da editoria de política do Estadão. Dias de Ira foi publicado em 2001, se não me engano, oito anos após a "conclusão" dos fatos da trama. Tá , agora que o caminho está preparado, posso falar sobre a obra.   ...

Fotografia de rua?

Imagem
Vivian Maier, a fotógrafa que me inspirou a documentar meu cotidiano.     Faz pouco mais de um ano que eu comecei a me interessar por esse ramo da fotografia. Sem querer, no Pinterest, comecei a fuçar umas pastas da Vivian Maier e fiquei vislumbrada pelas imagens que ela tirava (a história dela também é muito interessante). Aos poucos, fui conhecendo os nomes mais conhecidos da fotografia de rua, como Cartier-Bresson, Jacques Henri Lartigue, Helen Levitt, Diane Arbus, Robert Doisneau e Susan Meiselas. A idade de ouro da fotografia de rua e do fotojornalismo foi, sem sombra de dúvida, entre 1930 e 1970. A Segunda Guerra Mundial e a inexistência das  stock photos corroboraram para o surgimento de câmeras portáteis e leves, além de profissionais que atendessem à demanda dos jornais. Foto de Alice Brill       Mas eu não achei nenhum fotógrafo de rua brasileiro, ou pelo menos latino-americano, daquela época. O mais próximo que chegue...

Resenha #7: O Brasil Como Problema

Demorei, mas cheguei com uma resenha fresquinha! Hoje escreverei a respeito de um livro que eu já queria ler desde a metade do ano passado, mas que tinha preguiça de comprar/pegar na biblioteca. Quando fiquei sabendo que a editora da UnB estava em promoção (muitos livros, incluindo esse, por 10 reais), soube que a hora havia chegado . O livro é pequeno - talvez por ser um ensaio. A minha edição tem 106 páginas (sendo que o ensaio de fato começa na p.23). Li tudo em cerca de duas horas.  Darcy Ribeiro escreveu O Brasil Como Problema em 1995 e, infelizmente, tudo o que é tratado no livro ainda é muito atual. O primeiro capítulo leva o mesmo título do livro. " Ao longo dos séculos, vimos atribuindo o atraso do Brasil e a penúria dos brasileiros a falsas causas naturais e históricas, umas e outras imutáveis. Entre elas, fala-se dos inconvenientes do clima tropical, ignorando-se suas evidentes vantagens. " Aí ele faz referência ao clima e ao povo. " Também se fala da...